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domingo, novembro 16, 2008

Homem Sofre (episódio 6)

Euclides sentia-se incomodado durante o seu primeiro dia de trabalho: Clara Boia não parava de olhar para ele e se estavam sós, ou fora do ângulo de vista de alguém, lançava gestos com os lábios (em forma de bico), que deveriam parecer beijos, mas que tinham um efeito laxativo no estomago do nosso Beirão, ao invés do estimulante efeito pretendido. O pior era as insinuações corporais que provocavam em qualquer macho ondas de asco e impotência que nem uma caixa de viagra seria capaz de obviar.
Mas se alguém estava por perto, Clara enchia as faces dum falso rubor e com uma voz de falsete dizia:
- Oh Euclides, olha que te ponho um processo por assédio sexual...
No final do dia, com o estomago embrulhado, Euclides dirige-se a casa para tentar esquecer um dia tão atípico como o de hoje, onde entre fugas aos avanços Clara Boia e a tentativa de companheirismo nauseabundo de Rolando.
Restava-lhe o consolo da sua sexagenária senhoria, alcooletra e suposta artista à noite já estar sóbria e assim ele poder ter uma noite de descanso.
Assim que entrou em casa a sua inerte e ainda ébria senhoria ainda se encontrava desnuda no chão da casa (pelo menos não uivaria à janela) a respirar pesadamente e de forma a desaconselhar o foguear de um fosforo ou isqueiro em parte frontal à sua boca. Euclides contornou o corpo inerte da mesma e dirigiu-se ao quarto.
Amanhã seria novo dia.

E como dizem por aí

Bonjour para ti também
...mas o jacuzzi é meu

domingo, novembro 02, 2008

Homem Sofre (episódio 6)

Hoje a emissão não vai para o ar, porque o elenco e equipa era patrocinados pelo BPN, pelo que fui tudo a correr ao Banco levantar os respectivos cheques...


E como dizem por aí

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...mas o jacuzzi é meu

domingo, outubro 26, 2008

Homem sofre (Episódio 5)

À medida que Euclides ia sendo encaminhado para a secção das bebidas, foi sendo informado que iria trabalhar com duas pessoas:
- Clara Boia: que havia muita dúvida se seria uma mulher, pois à primeira vista parecia o fruto duma experiência genética falhada. Dizia-se que o seu pai tinha sido dono de um aviário, daí que o facto de ser fortemente obesa e uma cara em forma de bico, levasse muita gente a suspeitar de seria arraçada de baleia (mas o facto de relinchar mais que falar ser estranho) ou excesso de ração avícola. Com um bocado de sorte em vez de defecar até punha ovos.
- Rolando Caio da Rocha: um brasileiro de origem gaúcha que, aparentemente, ou era alérgico a água e gel de banho, ou andava sem dinheiro para pagar a conta à EPAL. Nem as moscas se chegavam ao pé dele. Nos seus melhores dias, o Cascão seria um exemplo de higiene, quando comparado com ele.


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domingo, outubro 19, 2008

Blognovela

Não, não, não.
Ainda não foi esta semana o novo episódio....



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domingo, outubro 12, 2008

Homem Sofre (Episódio 5)


Retomaremos a emissão assim que nos for possível



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domingo, outubro 05, 2008

Em pausa...

Para não ofuscar o brilho da estreia do programa do Gato Fedorento, foi-me pedido para hoje suspender a emissão da blognovela.
Assim e porque nãoquero ser acusado de concorrência desleal, dou esta abébia...

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...mas o jacuzzi é meu

domingo, setembro 21, 2008

Homem Sofre (episódio 4)

Euclides entra na porta de serviço dos funcionários. Encontra um funcionário duma empresa de segurança numa secretária de entrada. Dirige-se a ele cheio de confiança.
Apresenta-se, mostra a carta de apresentação que lhe tinha sido enviada pelos recursos humanos e é encaminhado para chefe de loja que o espera no seu gabinete.
Quem o acompanha é a secretária do mesmo, que estava a passar no corredor e o encaminha. Ao ser apresentado, Euclides fica na dúvida se o nome da secretária era nome mesmo ou Alcunha, pois Elsa Pato também é passível de ser confundido com El sapato. Após reflectir um pouco, e olhar para os dedos a sair das sandálias com um pouco do tradicional bedum entre a unha e o
dedo, e notar a o florescimento de musgo verde a despontar entre os dedos dos pés, concluiu que à coisas que é melhor não saber.
Ao chegar à presença do chefe de loja, Sr. Armando Antunes, encontrou um senhor de meia-idade, perto dos cinquenta anos, com bigode de olhar perdido no infinito. Elsa Pato chegou à beira do Sr. Armando e falou-lhe ao ouvido.
Armando abriu muito os olhos, ficou com ar esgazeado a olhar para a carta, e começou a chorar como uma madalena perdida, enquanto murmurava:
- "…porquê eu?"
- "… eu não pedi ninguém…"
- "… não quero mais ninguém aqui…"
- "… até tenho gente a mais…"
Euclides, chega-se ao pé do Armando:
- "Sr. Armando é a primeira vez que vejo alguém chorar porque têm gente a mais. Eu tenho mais alternativas de emprego. Não se preocupe."
Armando, com lágrimas nos olhos, diz:
- "Já que me o enviaram, vou ter que o gramar. Elsa prega com ele na reposição das bebidas. Vai ter boa companhia".
Elsa vira-se para Euclides e sussurra:
- "Até tenho pena de ti…"

Não perca o próximo episódio…


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domingo, setembro 14, 2008

Compromissos publicitários

Graças aos estrondoso sucesso da Blognovela, devido a inúmeros compromissos publicitários e de merchandising resultantes da mesma, a uma enorme ressaca, e a um infindável número de outros factores, a blognovela não vai poder ser hoje apresentada, pelo que pedimos desculpas aos nossos blogespectadores.



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domingo, setembro 07, 2008

Homem Sofre (episódio 3)

Euclides dirige-se pelas apertadas ruelas que lhe dão acesso ao Martim Moniz. O cheiro inconfundível a erva queimada e a caril indicam-lhe que está muito perto do centro comercial mouraria.
Entra na estação de metro e tenta sobreviver à entrada no metro em hora de ponta. Graças ao movimento humano ele conseguiu entrar dentro da carruagem em levitação, em vez de ser pelos seus próprios meios.
Reparou num lugar vago dirigiu-se para lá e sentou-se. Olhando à volta viu que na sua frente estava uma jovem com um grande decote e um ainda maior par de glândulas mamárias.
Para além dos botões do rádio estarem em posição de sintonização, disto não via o Euclides lá na sua aldeia. Estava extasiado quando se apercebe que a jovem percebeu os seus olhares. Corado que nem um tomate, sorriu timidamente. O metropolitano parou na estação seguinte, a jovem levanta-se dirige-se a ele encostando o sulco entre as glândulas ao seu nariz sussura-lhe aos ouvidos:
- Aproveita que esta visão é de borla.
E sai do metropolitano.
Euclides, boquiaberto pensa:
- EU ADORO LISBOA.

Não perca o próximo episódio...

domingo, agosto 31, 2008

Homem Sofre (episódio 2)

Euclides não conseguiu dormir na sua primeira noite.
Para além da senhoria deambular pelo sótão semi nua e (muito mais que semi) embriagada, havia a ansiedade do primeiro dia de trabalho. Ao jantar comera uma sopa de couve e feijão, especialidade da sua mãe e que ele era grande apreciador.
Mas a ansiedade e a digestão do jantar provocaram-lhe um ataque de aerofagia. Euclides por receio de sair a voar, colocara o cinto das calças preso à cama e usara o cinto como amarra. Só se lembrou de abrir a janela das águas furtadas quando reparou que no quadro, que estava por cima da cómoda do quarto, com uma jarra de flores pintada as pétalas da tela estavam
a murchar e as melgas batiam desesperadamente no vidro da janela em sofrimento e sacrifício para ir apanhar ar fresco na rua.
De madrugada levantou-se, trémulo nas pernas pela ansiedade, retorcido e de andar bambo pelo desgaste que o gás a sair em alta pressão lhe provocou no esfíncter.
Pálido e de ar soturno, devido ao excesso de unalação de metano orgânico, dirigiu-se ao WC. A mão tremia-lhe tanto que a fazer a barba fez duas tangentes à jugular que o fizeram temer pela própria vida. Ao sair passou pela inanimada senhoria que jazia no corredor entre o bengaleiro e um louceiro, e ganhou coragem para ir apanhar o metro ao Martim Moniz.
A nova vida ia começar…


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domingo, agosto 24, 2008

Homem sofre (episódio 1)

Euclides Eufrásio, rapaz provinciano, vai trabalhar para a cidade grande. Nunca tinha saído da sua aldeia beirã, perdida junto à fronteira com Espanha, Termas de Monfortinho de seu nome, mais perto de Vila Real de Santo António por terras de "nuestros hermanos" do que por terras lusas.
Asdrúbal Sebastião, um tio da prima em terceiro grau, da vizinha da cunhada do irmão arranjou-lhe um grande emprego: repositor no Continente do Vasco da Gama.
Emprego de futuro, com uma grande carreira em perspectiva. Ao fim de 5 anos passaria a caixa, ao fim de 10 a chefe de caixa.
Com sorte aos 20 anos de serviço já poderia chefiar o turno das caixas e a seguir poderia viver dos louros duma vida de trabalho. O mesmo parente conseguiu-lhe um quarto numas águas furtadas lá para os lados da ajuda, na casa duma senhora respeitável, artista de profissão (pintora dissera-lhe em surdina o parente Asdrúbal Sebastião), senhora culta, Adosinda Silveira de seu nome.
Logo no primeiro dia ela avisou:
- Moças cá em casa só se for namoro sério, porque isto é uma casa séria.
O pior era o hábito de ela pintar desnuda a partir das 23 horas, com uma garrafa duma bebida cujo nome ele não sabia pronunciar, mas a marca era "Absoluto", e que ao fim de 2 horas de pintura já estava vazia.
A artista deambulava pela casa num torpor alcoólico, tendo por hábito ir para as águas furtadas, esquecendo-se do pobre e inocente inquilino, e, como ela dizia "uivar às estrelas e banhar-se na inspiração que lhe fornecia a luz lunar".
O pobre Eufrásio ficava aterrado com estas noites. Não sabia o que era pior:
os uivos da senhora, se o corpo desnudo e embriagado da sexagenária.


Não perca as cenas dos próximos episódios desta novela romanesca, que faz a estreia neste blog

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sábado, agosto 23, 2008

Blognovela

A partir de amanhã vai ter inicio neste pasquim um evento muito aguardado pela comunidade internauta portuguesa. A primeira blognovela chalada da história da internet.
A redacção quer deixar claro que isto é baseado em factos irreais, e qualquer semelhança com pessoas ou eventos é mera especulação causada por devaneios e diarreia mental, associada a consumo de substâncias psicotrópicas e de teor ilegal segundo a legislação em vigor na Republica
Portuguesa (para grande pena dos militantes do Bloco de Esquerda).
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