sábado, junho 14, 2008

Um em cada dois vai à sua vida!!!!

Falei ontem do dia de Santo António ser o dia do advogado. Apesar de ser chamado de visionário (nem que seja por mim quando me olho ao espelho), gosto sempre de reforçar as minhas teses (ainda que elaboradas em momentos de inspiração em locais onde outras pessoas simplesmente defecam ou urinam) com factos ou documentalmente.
Saiu dias atrás uma notícia onde para além dos custos dum divórcio apresentava uma estatística curiosa, pois dizia que um em cada dois casamentos termina em divórcio. Para mim esta estatística é demasiado optimista e falaciosa:


  • Optimista porque há pessoas que já somam mais que um casamento e igual número de divórcios. Um vizinho meu cada vez que casa já pede ao padre para substituir a frase " ...até que a morte os separe" por "... até que o divórcio os separe";

  • Falaciosa porque um homem quando casa, divorcia-se dos amigos, do futebol e de toda e qualquer coisa que lhe dê prazer por culpa da "tronga" que arranjou lá para casa, até ao divórcio final com a dita cuja propriamente dita. E assim um casamento acaba por ter mais que um divórcio.

Reproduzo aqui a noticia que li.

in Correio da Manhã

Em 2005 oficializaram-se 48 671 casamentos e 22 853 divórcios, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística. Estes números equivalem a quase um divórcio para cada dois casamentos.

Dos divórcios consumados, a esmagadora maioria (93,5 por cento) foram de "mútuo consentimento", com apenas 6,4 por cento de processos "litigiosos". Destes 1453 casos litigiosos, 877 deveram-se a "violação culposa dos deveres conjugais" (como, por exemplo, adultério), 505 traduziram uma "separação de facto", 70 resultaram da "ausência" de um cônjuge e um deveu-se a "alteração das faculdades mentais".

No passado dia 30 de Janeiro, como o CM então noticiou, o Governo criou, em seis conservatórias do País, o balcão Divórcio com Partilha, retirando burocracia à dissolução do casamento e "reduzindo os custos em cerca de 40 por cento" nos cálculos do próprio Governo. A medida foi de imediato criticada pela Igreja Católica, que a classificou de cedência ao "facilitismo" e "à falta de valores".
E como dizem por aí
Bonjour para ti também

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